01 - Luís Neves Cotrim

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Luis Neves Cotrim

Cadeira 01
Acadêmico Fundador: Luís Neves Cotrim
Patrono: Lindolfo Rocha

Biografia do Acadêmico Fundador

Data de nascimento: 20 de outubro de 1918
Naturalidade: Caetité, Bahia
Profissão: Professor e Jornalista

Nasceu em Caetité(BA) em 20 de Outubro de 1919. Mudou-se para Jequié na juventude e se fez professor de várias gerações. Poeta e Cronista social, escreveu por décadas seguidas a página “Sociedade” do “Jornal de Jequié”, e na Rádio Bahiana manteve crônica diária, que finalizava sempre oferecendo uma rosa vermelha à mulher homenageada daquele dia.

Boêmio, tem participação ativa na vida mundana e cultural da cidade, sendo um dos baluartes pela fundação da Academia de Letras de Jequié, em 1997. Com a facilidade com que faz versos, sua produção, dispersa, daria para vários volumes. Em 1982 os amigos fizeram editar uma seleção de sua produção em prosa e versos, numa homenagem pelos seus 30 anos de Jequié. Participou da coletânea Jequié, poesia e prosa (Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Esporte, 1992).

Em 1997 publicou A poesia de Luís Cotrim no centenário de Jequié(Editora P&A). Atuou na política se elegeu vereador.

Bibliografia
  • Seleção de Prosas e Versos (1982)
  • Jequié, Poesia e Prosa (Sec. Cultura Lazer e Esporte, 1992)
  • A Poesia de Luis Cotrim no Centenário de Jequié (Editora P&A, 1997)
Contato

Endereço: Rua São Cristóvão S/N - Jequié / BA
Telefone: 73 3525 1205

Biografia do Patrono: Lindolfo Rocha

Lindolfo Rocha

Nasceu Lindolfo Rocha no município de Grão Mogol, na zona de mineração de Minas Gerais, em 3 de abril de 1862, filho de Manuel Jacinto Rocha e Irene Gomes.

Nada se sabe da sua infância.

Aos 18 anos, passa a residir em Bom Jesus dos Meiras, hoje Brumado, no centro-sul da Bahia.
Órfão de pai, pobre, mestiço, vive com a mãe, sustentando-se com dar aulas particulares e tocando pistão numa filarmônica local.

Transfere-se para Maracás em viagem a pé com mais dois companheiros da filarmônica, e lá funda uma escola primária, ao mesmo tempo que entra para a banda, da qual acaba regente.

Caprichoso, estudioso, progride na formação intelectual, lendo incansavelmente, e indo a Salvador para prestar exames de preparatórios, no Ateneu Provincial. Terminados estes, muda-se para Areia ( hoje Ubaíra ), mais perto da capital, onde continua com o seu colégio primário. Aprofunda os estudos de francês, latim e inglês.

Em 1890, vai a Recife, a fim de se matricular na Faculdade de Direito, diplomando-se em 1892, em pouco mais de dois anos. É nomeado Juiz-Preparador de Correntina, Bahia, onde permanece cerca de um ano. Estuda, observa o meio baiano, em todos os seus aspectos, geográfico, histórico, social, econômico empreendendo pesquisas sobre os costumes sertanejos, os hábitos e a vida dos índios.
Deixa Correntina e estabelece-se definitivamente em Jequié. Aí promove intensa campanha pelo policiamento e melhoria das condições de vida da cidade, e, em Salvador, aonde foi como enviado especial do Clube União, constituído das pessoas mais importantes da sua cidade, consegue, sob o governo de Luís Viana, que Jequié seja elevado à categoria de Município.

Ao promulgar a lei, o Governador nomeia também Lindolfo Rocha Juiz-Preparador do novo município, como prêmio aos seus esforços em favor da cidade.

Em 1896, no mesmo ano da sua esplêndida conquista, perde ele a mãe.

Casa-se então, aos 35 anos, com Áurea de Brito, cunhada de sue grande amigo Nestor Ribeiro, fazendeiro de Jequié, e vinte e um anos mais moça que ele. Em Jequié, depois de cinco anos como magistrado, demite-se do cargo, e passa então a exercer a advocacia, prosseguindo nos estudos e leituras e nas observações sobre o meio. Interessou-se sempre pela agricultura, tendo sido membro de várias sociedades especializadas, bem como pela astronomia, sobretudo em relação com o problema das secas. Esteve algum tempo na Fazenda do Serro Frio, em Ituaçu, e, por fim, quando tomava parte num congresso cacaueiro, em Salvador, pensando fixar residência na Capital, vem a falecer a 30 de dezembro de 1911, de uma infecção intestinal, contraída quando veraneava na praia de Mar Grande, na Ilha de Itaparica. Tinha mais de 49 anos.

O ESCRITOR

A atividade de Lindolfo Rocha como escritor, na imprensa, na conferência, no livro, abrangeu assuntos mui variados, como sejam: a agricultura, a etnografia, a história, o debate político, o direito, a geografia, a mineralogia, o romance, a poesia, o teatro, a educação. Era um espírito largo, vivamente interessado pelo progresso, pela justiça social, pela elevação do nível de vida das populações sertanejas, pela educação popular, em tudo revelando uma profunda motivação patriótica.

Homem do sertão, conhecedor exímio do meio – nos seus aspectos físico, social e histórico – sua pena e sua inteligência estiveram constantemente a serviço dos interesses das regiões interioranas.

Bateu-se pela defesa das mesmas contra a desordem social, causada pelo banditismo e miséria, tendo conseguido elevar Jequié à categoria de Município. Estudou pacientemente as áreas de sua familiaridade. Planejou uma tentativa de catequese de índios de uma zona próxima. Fez oposição política e travou debates jornalísticos em função dos ideais públicos.

Avesso a aparecer, reservado, meio esquivo, manteve-se sempre arredio das rodas literárias. Consciente do que poderia oferecer, fazia-o sem alardes, com o propósito exclusivo de servir. Assim, o seu livro sobre agricultura visava a transmitir ao lavrador os seus conhecimentos de agricultura, adquiridos no estudo acurado e na observação in loco. Usava a forma romanceada para veicular idéias e ensinamentos. O romance Iacina está dentro desse esquema, rico de dados acerca da vida dos índios.

Atualizado em outubro/2008