22 – Milton Rabelo

Cadeira 22
Acadêmico Fundador: Milton de Almeida Rabelo
Patrono: Antônio Félix Cunha Brito
Biografia do Acadêmico Fundador
Data de nascimento: 1 de abril de 1924
Naturalidade: Jequié, Bahia
Profissão: Odontólogo e Educador
Estudou odontologia na capital do Estado e se formou em 1946. Odontólogo e educador, foi diretor do IERP, do JTC e de clubes de serviços, sendo fundador e presidente do Conselho Comunitário de Jequié por várias vezes.
Foi um dos baluartes pela criação da Faculdade de Formação de Professores de Jequié (depois integrada à UESB), tendo sido também diretor e professor da UESB. Membro titular do Conselho Estadual de Educação e presidente do Conselho Municipal de Educação (Jequié). Professor emérito da UESB.
Bibliografia
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Contato
Endereço: Rua Nestor Ribeiro,436 – Centro, Jequié – BA
Telefone: Residência: 73 3525 2248, Trabalho 73 3525 2954, Celular: 73 9983 0132, Sítio: 73 3525 2007
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Atualizado em março/2009Biografia do Patrono: Antônio Félix Cunha Brito
Poderia afirmar, sem sombra de dúvidas ou contestação, que a vida deste extraordinário educador reflete rigorosamente a imagem de um desbravador e autêntico pioneiro, inteiramente vocacionado para transmitir a seus semelhantes o sublime dom de repassar conhecimentos, materializados do saber e da cultura, como um sonhador e idealista no pleno exercício da encantadora missão de educar, transformando-se no lapidador mágico, desbravando e removendo as impurezas e imperfeições da pedra bruta, revelando e criando o mais faiscante e esplendoroso brilhante multicolorido, além de modelar e plasmar caracteres. Foi, ainda, o predestinado e privilegiado educador, abrindo veredas luminosas onde antes medrava a ignorância e a obscuridade, conduzindo seu rebanho para o mundo encantado dos livros, eternos mananciais onde navegam os poetas e os escritores, extravasando seus mais puros sentimentos.
Meu patrono, com certeza absoluta, encarnava e representava toda essa guerra de várias facetas. Por isso, centenas de jovens que usufruíram de sua bendita pregação, consubstanciada na instalação do Ginásio de Jequié nos idos de 1935, veneram sua obra e sua valiosa inspiração. Naquela época, na vastíssima região sudoestina e afins, só existiam dois valorosos núcleos educacionais, representados pelos Colégio Taylor Egídio, em Jaguaquara e o Clemente Caldas, em Nazaré das Farinhas. A população, ávida por ensinamentos, nos municípios de Jequié, Boa Nova, Ipiaú, Vitória da Conquista e até mesmo cidades da Chapada Diamantina, no Oeste longínquo, se beneficiaram desta sua iniciativa, vindo saciar a sede do saber na Cidade Sol, no Ginásio do Professor Brito. Até mesmo estudantes do norte de Minas Gerais, como Fortaleza, Teófilo Otoni e Montes Claros, vieram em busca deste cenáculo de luz e conhecimento. A razão era que Jequié, na qualidade de ponta de trilhos da saudosa Estrada de Ferros de Nazaré, integrava totalmente Salvador, porta de entrada do porto marítimo de mercadorias vindas do Rio de Janeiro e Santos (SP). Também servia como área de exportações dos nossos produtos agrícolas. Em razão disto, nosso município transformou-se em líder deste grandioso universo de elevado potencial econômico-financeiro. Todavia, com a desativação da Estrada de ferro de Nazaré pelo Ministro da Viação, General Juarez Távora, e a construção da BR 116 ( Rio-Bahia), no governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, o eixo e o vetor dessa liderança foram deslocados para Vitória da Conquista, com o conseqüente decréscimo de influência de nossa cidade, condição que ainda persiste, ressalte-se. Em razão disto, impõe-se a busca de outra vocação para Jequié, que na nossa modesta opinião, encontra-se vinculada a três importantes vertentes: a) Fortalecimento do setor industrial, com a conseqüente criação de novos mercados de trabalho. b) Interligação da Rodovia BR 116 com a BR 101, via Florestal e Gandu. c) Autonomia do Campus Universitário, possibilitando a criação de novas opções de cursos. Seria a tão sonhada Cidade Universitária. Para alcançarmos estas grandiosas metas, torna-se necessária a mobilização de todos os segmentos vivos de nossa comunidade, sabendo-se que a decisão política encontra-se nas mãos do nosso conterrâneo, o Eminente Governador César Borges.
Por último, desejo registrar que o professor Brito não teria concretizado seu projeto se não tivesse contado com o incentivo, a força e a inestimável ajuda de Vicente Grillo, o grande benemérito de nossa terra, em razão de tantos benefícios que ele prodigalizou a Jequié em inúmeras oportunidades. Vicente Grillo, além de convidar o grande educador Brito para Jequié, coloco à sua disposição, sem nenhum ônus financeiro – até o momento em que o empreendimento se firmasse – o Edifício Grillo, marco histórico desta cidade, cuja demolição lamentamos, fruto da negligência de muitos. Nele foi instalado o ginásio, cuja estrutura era de causar inveja a muitos estabelecimentos educacionais do estado. Possuía externato e internato, salas com dimensão de grande porte, laboratório de física, química, história natural e desenho, além de esportes como futebol, basquete e vôlei ( onde existe hoje o Bradesco ). Seu corpo docente era constituído por mestres consagrados, como os Drs. Joaquim Monteiro, Cely de Freitas, Oswaldo Freitas, Artur Negreiros, Haroldo Cerqueira, Benevides, Evandro Baltazar, Maria Adélia Aguiar Ribeiro, Alzira Rabelo, Zélia e Waldir Dias, além do sargento Aloysio (comandante do TG 358) e de outros componentes da família do professor Brito.
Enfim, o professor Brito jogou a boa semente em território ubérrimo. As árvores frondosas produziram frutos sazonados. Colocou no escudo do ginásio uma frase latina que definia a grandeza de seu espírito de educador nato: Sic Itur Ad Astra, cuja tradução me permito fazer com muita ousadia, na condição de ex-aluno da grande mestra Maria Adélia Aguiar Ribeiro, na então 5a. série ginasial, onde essa língua morta fazia parte do currículo. Seria mais ou menos assim: “Só é possível atingir os astros com aplicação e devoção”. (Milton Rabelo)
