24 – Márcia do Couto Auad

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Márcia do Couto Auad

Cadeira 24
Acadêmico Fundador: Márcia do Couto Auad
Patrono: Hermes Matos Martins

Biografia do Acadêmico Fundador

Data de nascimento: 23 de março de 1964
Naturalidade: Rio de Janeiro, RJ
Profissão: Professora Universitária

Professora e poeta. Licenciada em Letras (UESB), leciona portugês em escolas públicas e particulares de 1º e 2º Graus. Nasceu no Rio de Janeiro mas reside em Jequié desde a pré-adolescência. Diretora de Cultura e Lazer do Município de Jequié (1991-1992). Ganhou em 1992 o Prêmio Intermunicipal de Poesia Sociarte (Vitória da Conquista) com o poema Vulcão espumante, e em 1993, com As aventuras de uma doméstica, classificou-se em 1º lugar no gênero crônica no IV Festival de Inverno da Bahia (Vitória da Conquista). Participou da coletânea Jequié, poesia e prosa (Secretaria Municipal de Cultura, 1992).

Bibliografia
Contato

Endereço: Cx. Postal 19, Jequié – BA
Telefone: 73 3525 4293
Email: auadmarcia@ig.com.br

Biografia do Patrono: Hermes Matos Martins

Ainda sem foto!

Como preciosidade histórica, registramos carta enviada por Hermes Martins ao confrade Émerson Pinto de Araújo:

Jequié, 31.12.1989

Meu caro Amigo Emerson:

Deus ilumine e guarde.

Neste Domingo o último dia do ano, fiquei sensibilizado com seu comentário no jornal Sudoeste, considerando meu dualismo entre o barro e o sonho. Gosto de ser operário e, as vezes, me encontro fazendo versos. Contudo, sinto ser mais gratificante edificar nas estrelas que construir nesta “Cidade Sol”. Julgo termos afinidades. Talvez você se canse um pouco mais entre as veredas das roças de cacau, do que nas andanças pelo magistério e jornalismo, embora lhe apraza dividir-se. É assim que somos imortais. Atos e palavras. Força universal. Livres porque pensamento, fagulhas que somos do Espírito de Deus.

Seu cromo em letras e pétalas, além de ser um presente de Natal, vale como carta de indulgência entre as musas madalenas e certificado de alforria ao meu verso peregrino.

“OBRIGADO AMIGO”

Ao insigne intelectual Emerson Pinto de Araújo


Muito obrigado amigo pela exaltação

Dos versos que chorei, das rimas que cantei,

Lavradas no lirismo da inspiração,

Sagradas para mim, nos sonhos que sonhei.

Muito obrigado amigo! Dá-me tua mão,

E vem que eu vou mostrar as pedras que beijei,

As claras cicatrizes que na alma estão,

São farpas das estrelas… Quantas? Já não sei.


Mas sei que tu bem sabes bendizer as dores…

Por isso amigo meu, nós somos sonhadores

Nas estrofes do cromo – na loa do verso.


Deus queira que um dia possa ver meu livro,

Prefaciado em cromo e do teu senso o crivo,

Como almas irmãs a librar no universo.


Hermes Matos Martins

Atualizado em fevereiro/2009