Discurso de Posse
Autoridades presentes ou representadas, senhor presidente da Academia de Letras de Jequié, Dr. Ivonildo Calheira.
Caríssimos confrades que, usando de benevolência, levaram-me a ter acesso a tão edificante convívio.
Manoel Aragão que vive como eu a grandeza deste evento; esposa e filhos; amigos, cujo apoio fortalece a minha disposição de alcançar horizontes mais ousados.
No livro Às Margens do Umburanas descrevo-me como um menino simples da roça, que veio para a cidade grande e chegou a escrever um livro. Não sabia que chegaria também aqui. Aos 11 anos de idade, ao passar em Jequié, ainda com os meus pais, não sabia que o destino reservaria para mim um lugarzinho, ainda que simples, na vida desta comunidade. O torrão natal nem sempre é o lugar onde nascemos, mas onde o nosso coração se sente feliz. Jequié preenche os meus dias, e acalenta meus sonhos.
Não sou lexicólogo, mas apenas um contador de estórias preocupado em criar sonhos para os meus diletos leitores. Espelhando-me no Brasil, onde a fusão das várias etnias resultou no fortalecimento e embelezamento da raça brasileira; acredito que poderei contribuir com uma parcela mínima de pensamentos e idéias para somar-se ao já existente caldo cultural desta casa.
Obrigado.