Ruy Espinheira Filho em Jequié

Ruy Espinheira FilhoO projeto Travessia das Palavras traz para o Palácio das Artes de Jequié, Ruy Espinheira Filho, um dos maiores poetas vivos do Brasil. Ruy, cidadão jequieense, vem trazer, mais uma vez, os ares de sua boa poesia e notícias do novo livro Sob o céu de Samarcanda, a ser publicado ainda este ano pela Bertrand Brasil em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional. O evento Vai contar com a participação especial do grupo musical de Salvador, Caboco Capiroba, formado pelos músicos Clara, Moisés, Mário, filho de Ruy, e João, filho do saudoso sociólogo Gey Espinheira, irmão do poeta. Ruy Espinheira Filho nasceu em Salvador, Bahia, no dia 12 de dezembro de 1942. Passou a infância em Poções e a adolescência em Jequié, cidades do Sudoeste baiano. De volta a Salvador, em 1961, estudou no Colégio Central da Bahia e, levado pelo poeta Affonso Manta, que conhecia desde Poções, ingressou no grupo boêmio capitaneado por Carlos Anísio Melhor. Graduado em Jornalismo (1973), mestre em Ciências Sociais (1978) e doutor em Letras (1999) pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, e doutor honoris causa pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB (1999), é professor associado do Departamento de Letras Vernáculas do Instituto de Letras da UFBA, membro da Academia de Letras de Jequié e da Academia de Letras da Bahia. Publicou 11 livros de poemas, entre eles As Sombras Luminosas (1981 — Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa), Memória da Chuva (1996 — Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores), Poesia Reunida e Inéditos (1998) e Elegia de agosto e outros poemas (2005; em 2006 – Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Menção Especial do Prêmio Cassiano Ricardo, da UBE-RJ). Tem ainda publicados vários livros em prosa e em ensaios e um CD de poemas. O grupo Caboco Capiroba, se vale dos ritmos da música nordestina, com destaque para o Baião, o Xote e o Coco. Naturalmente influenciado por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Xangai e Elomar, derrama em suas letras a temática tradicional do sertão e da condição humana. Os temas são enriquecidos com a força da cultura do recôncavo. O evento vai acontecer dia 31, às 19h 30min, no Palácio das Artes de Jequié. A entrada é gratuita. O projeto Travessia das Palavras conta com a coordenação de Leonam Oliveira, presidente da Academia de Letras de Jequié, e do poeta José Inácio Vieira de Melo. Apoio: Secretária de Cultura

Ainda Sobre Doryval Borges

Doryval Borges de Souza não disputou eleição com Lomanto Jr. Ele foi derrotado pelo funcionário da Prefeitura, Ademar Nunes Vieira que faleceu um ano antes de completar o mandato. Assumindo a Prefeitura o Presidente da Câmara Urbano de Almeida Neto, vereador pelo Distrito de Jitaúna. O Dr. Doryval Borges disse na época; Se perder a eleição, iria embora de Jequié. E assim ele fez.

Informacão de Renato Burity

Wilson Novais: Patrono da Cadeira 2 da ALJ

Wilson Novais: Patrono na ALJ

PATRONO: WILSON NOVAES
ACADÊMICO: IVONILDO CALHEIRA

Escolher Wilson Novais como meu patrono foi algo que me ocorreu naturalmente, quando pensei em um grande vulto jequieense que realmente tenha influenciado no desenvolvimento da nossa querida Cidade Sol. Já conhecendo muito da história deste jornalista nato, que mesmo sem ter freqüentado as cadeiras universitárias passou a ser professor de muitas gerações, tive também o prazer de conhecê-lo, mesmo que superficialmente, andando pelas ruas de Jequié com sua vestimenta típica, nunca distanciado de sua peculiar boina. Sobre sua personalidade e juventude encontrei importantes subsídios com seu filho, o dinâmico jornalista Wilson Novaes Filho e principalmente com seu amigo, e também exímio jornalista, o acadêmico Eusínio Soares.
Wilson de Oliveira Novais, assim mesmo, com “i”, nascido em Jequié, no Alto do Maringá, reduto festivo das noites de boemia no antigo Jequié, filho de Francisco Ribeiro Novais e de Laurentina Adelaide Oliveira Novais, se destacava como possuidor de uma cultura geral adquirida com esforço próprio, alimentada pelo ideal de fazer jornalismo com seriedade. Autodidata e amante da leitura, atingiu excelente nível intelectual. Desde menino dedicou-se à investigação do desconhecido, formando um sólido conhecimento. Desprovido de ambição, driblava os percalços da imprensa interiorana e erguia sua voz com peculiar singularidade. Não se abatia ante as forças adversas nem ante as polêmicas que surgiam na imprensa, e sempre usando de franqueza, contou histórias, analisou os tempos, auscultou o povo, construiu imagens, criou personagens, interpretou sentimentos, traçou perfis, debateu problemas e examinou fatos com a firmeza fundamentada nas suas conclusões de pesquisador da alma humana e do significado das coisas, como sói afirmar seu amigo Eusínio Soares.
Publicou o livro Folhas Soltas, relíquia literária que deve ser lido com carinho por todo jequieense ou pessoa interessada na cultura da nossa cidade. Dono de uma belíssima escrita livre, improvisou versos e soltou o pensamento deixando simplesmente fluir a beleza de sua alma, não se importando em enquadrar seus versos nesta ou naquela escola literária. Galgou, naturalmente, a posição de filósofo da vida, deixando nas letras suas relações com o mundo e com os homens. Neste mesmo livro, publicado pelo Centro Gráfico do Senado Federal, vemos logo na capa um convite à meditação: “Num infinito abandono de estrelas/ larguei acalentados sonhos/ machucando os olhos dentro da noite./ Na taça rubra do amor,/ sepultei a mocidade/ esfolando rosas/ esponjas de vinho”.

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