Leonam Oliveira: novo presidente da ALJ

Após 11 anos de fundada, o que ocorreu a 20 de junho de 1997, a Academia de Letras de Jequié ( ALJ) ganhou um novo presidente último dia 2 de agosto.

A festa de posse ocorreu na sua sede, localizada no Museu Histórico de Jequié. Leonam Oliveira, bioquímico e poeta, autor do livro de poemas “Cabelos ao vento”, dentre outras produções literárias, foi empossado no lugar do oftalmologista e escritor Ivonildo Calheira, o primeiro presidente e idealizador da ALJ, juntamente com o poeta Luís Cotrim, que este ano estará completado 90 anos no próximo dia 20 de outubro.

A solenidade festiva de posse contou com a presença dos acadêmicos Jorge Barros, Álvaro Melo Veiga, Dermival Rios, Márcia Auad, Domingos Aílton, Raimundo Matos, Edgard Ferraro, Maurício Almeida, Adilson Gomes e Marcia Rúbia. Dentre as autoridades, Luís Amaral, ex-deputado estadual e atual candidato a prefeito de Jequié, Val Rodrigues, diretor da Revista Extra, Bené Sena, Diretor de Cultura e o ex- diretor Gidásio Silva e organizador do blog www.gicult.com.br, Zenilton Meira, organizador do blog zeniltonmeira.blogspot.com, Dr. Mauricio Cavalcante, promotor, Enfermeiro Gilmar Vasconcelos, diretor do Hospital Regional Pardo Valadares, Nara Rúbia, vereadora, José Amorim, familiares e pessoas da comunidade interessada em cultura.

Aconteceu, também, uma homenagem ao poeta João Pithon, recentemente falecido, ele que era também o mais novo integrante titular da ALJ e que, apesar do pouco tempo de casa, viveu intensamente o prazer de ser acadêmico, raramente deixando de comparecer às reuniões mensais do sodalício. Sua saudação foi feita pelo presidente Ivonildo Calheira, devido à forte emoção de sua ex-companheira de 24 anos , profa. Maria Lúcia Oliveira. Recentemente Pithon recebeu, ao lado de Ivonildo Calheira, Leonam Oliveira e Álvaro Ricardo de Melo Veiga, o título de membro titular da Academia de Cultura da Bahia, posse esta ocorrida em Salvador, numa concorrida solenidade na Faculdade Hélio Rocha, sob a presidência de Benjamin Batista, presidente da Academia de Cultura da Bahia, sendo saudados pelo prof. Hélio Rocha.

Após vários pronunciamentos, Ivonildo Calheira fez um relato de seu mandato à frente da ALJ, passando, em seguida, à posse de Leoam Oliveira. Foi também lançado o livro de poesia “Pôr-do-Sol”, de Paulo de Souza Britto, homenagem post-mortem de sua família, quando houve um pronunciamento do seu filho e advogado Ruy Britto, vindo de Salvador especialmente para esta solenidade.
Após a cerimônia oficial, os convidados foram brindados por um coquetel e participaram de um momento de descontração e congraçamento, quando tiveram a oportunidade de conhecer a sede da ALJ e a produção literária dos acadêmicos, assim como a galeria de fotos dos acadêmicos e seus patronos.

ALJ perde o poeta João Pithon

João Pithon

Último dia 7 de julho perde um apaixonado pela Academia de Letras de Jequié: João Miranda Pithon. Três dias após completar 84 anos, ele que nasceu dia 5 de julho de 1929, deixou a nossa companhia carnal para nos iluminar do firmamento, pois sabemos que quando um poeta se vai ele não morre, se transforma em estrela. E na certeza de que o brilho da estrela de Pithon continuará iluminando a ALJ é que lhe rendemos esta homenagem. Temos a certeza de que ele morreu feliz. Feliz porque ocupou, como Membro Titular a cadeira de número 11, que já foi ocupada por Euclides Neto, que foi o seu fundador, depois ocupada também por Alfredo Batista, e que tem como patrono José Antônio Ribeiro Júnior.João Miranda Pithon: Um Ícone da Academia de Letras de Jequié

Um dos grande amigos de Pithon é o poeta e mestre Luís Cotrim, maior poeta vivo e grande entusiasta da entrada de Pithon para a ALJ. Cotrim sentiu muito a passagem de Pithon para o firmamento, mas sabe também que ele continua vivo nos seus livros, nas suas poesias. Apesar do sentimento de perda, temos que entender que a morte nada mais é que uma etapa da vida, assim como o nascimento. A morte é o “grande finale” da vida, e devemos comemorá-la assim como fazemos com o nascimento. Na morte é que encontramos os nossos amigos que partiram nossos familiares que foram antes para o infinito. É quando encontramos a face de Deus e toda a Sua paz.

Tive o privilégio de escrever a apresentação de um dos livros de Pithon, ” Percurso de um poeta” e nele já dizia que Pithon era um batalhador das letras, um poeta profícuo e que escrevia o que os leitores gostavam de ler: a poesia simples, sem rebuscamentos complexos, mas com muita magia e sentimento nas palavras. Coloco aqui um poema que ele me dedicou, publicado também no livro “Percurso de um poeta”:

Quando eu for

O poeta que tenho dentro de mim.
Surge a noite, a lua aparece.
As estrelas no berço adormece.
Os sonetos se escrevem assim.
O sonho da vida é ilusão,
De um pensar, a noite escura.
O sonho resplandesce de uma paz pura
O poeta de alma azul, como o céu do Sertão.
Embiago-me com o sonho
Vendo ao longe a luz, com o olhar risonho.
Seguir o céu pelos caminhos,
Florindo as flores, eu pude vê-las
O revoar bonito dos passarinhos.

Que Deus o tenha em um bom lugar, João Miranda Pithon. Esta é uma homenagem dos seus confrades e amigos da Academia de Letras de Jequié.

Reunião Solene

Neste próximo sábado, 14 de julho de 2007, às 20 horas, na sede da ALJ (Museu de Jequié - Av. Rio Branco), a Academia de Letras de Jequié tem a honra de convidá-lo e à sua família para a reunião solene de posse do Acadêmico João Pithon neste sodalício e exibição do documentário ALJ: 10 anos de incentivo à cultura de Jequié. Compareçam e prestigiem!

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